sexta-feira, 14 de setembro de 2012

A arte de transformar orgasmo em bela arte


Lendo a Playboy desse mês li (sim, eu leio as reportagens, não fico só olhando as peladinhas) uma reportagem curta e achei interessantíssima. Tanto que fui pesquisar mais para saber do se tratava de verdade.

A reportagem tratava do novo projeto do boníssimo fotografo artístico Clayton Cubitt. Ele bolou uma série de vídeos, chamado "Hysterical Literature" (no bom português, Literatura Histérica), onde ele filma mulheres lendo livros enquanto algo acontece debaixo da mesa, longe dos olhares de nós, telespectadores. Bom, o que acontece embaixo da mesa? Um ajudante do fotografo, munido de um massageador de costas  Hitachi, estimula a zona do agrião da guria.

Até agora, são três vídeos. No primeiro, a bela atriz pornô Stoya, lê o livro "Necrophilia Variations”, de Supervert, que trata, de forma lúdica, de atração por cadáveres. Ela começa lendo baixinho, tenta se manter focada no vídeo, mas...vejam o vídeo até o final (de preferência com o fone de ouvidos).


Sou só eu ou você achou isso genial também?

O conceito do projeto é sensacional demais, beirando a genialidade. Joga mente e corpo um contra o outro de maneira artística. Enquanto os olhos da atriz leem o livro, enchendo a mente dela de informações, algo maior começa a tomar conta do corpo dela. Você vê a respiração acelerando, um sorrisinho aparece no canto da boca quando (provavelmente) algo faz o primeiro contato entre suas coxas. Com 2 minutos de vídeo, Stoya já tem um pouco de dificuldades de ler, dá a primeira gaguejada. Com, 4 minutos e meio, depois de muitas gaguejadas, de já estar com a respiração ofegante, algumas risadas nervosas e uns gemidos incontroláveis, ela já etá tremendo. Ler já é quase impossível.  Mas a mente dela parece ter retomado o controle. Ledo engano, pois com 5 minutos e meio, o que temos é um gemido alto e o começo do fim. Stoya já não tem controle nenhum, não consegue ler (acredito que nem consiga pensar). E entre mordidas de lábios, olhos bem fechado, deliciosos sorrisos e gemidos, ela acaba tendo ele, o orgasmo.

O corpo vence uma batalha desleal contra a mente. A moça foi de uma carinha comportada, compenetrada à leitura, àquele tipo de fisionomia que você só vê em uma cama. E o vídeo esbanja sensualidade e erotismo, sem mostrar nudez alguma, nem mesmo o causador de tanto clímax. Cubitt mostra a sensualidade além de pinto, buceta e sexo propriamente dito. O rosto, as mãos da moça, cada expressão corporal...são um ato sexual por si só. E aí está a genialidade do vídeo, comparado pelo autor do livro, Supervert (que faz uma leitura muito boa do filme em seu blog, vale a pena conferir aqui, se você sabe inglês) ao filme Blow Job, do mestre Andy Warhol, em que um cara tem apenas seu rosto filmado enquanto recebe uma gaga bem feita.

Bom, parabéns a Clayton Cubitt, por conseguir fazer essa obra de arte. Ainda mais se levarmos em conta que estamos em um mundo cada vez mais explícito e vulgar. E por transformar o melhor momento de uma boa bimbada em algo tão magnífico.

Se você quiser ver os outros dois vídeos, clique aqui e aqui. Eu recomendo.

PS.: Primeira moral, leiam mais livros, seus sem vergonhas. Segunda, pra quê vibrador, se um massageador já dá conta do recado? Terceira, leia as reportagens da Playboy, ao invés de só bater punheta.

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