quarta-feira, 8 de junho de 2011

A morte de um bar amigo

Imagine você ter um lugar que é a sua segunda casa. Um lugar onde você sabe que vai ser bem tratado, onde sabem o seu nome, onde você come e bebe bem. Um lugar como esses não se encontra em qualquer esquina. Não é em qualquer boteco ou bar que você vai achar essas coisas. Somente no "seu" bar você acha isso. Só na sua segunda casa.

Agora imagine esse seu segundo lar deixar de existir do dia pra noite. Você chegar um dia na porta do seu bar e ver uma faixa, com os dizeres "PASSO O PONTO", pendurada em frente da porta de aço. Essa é uma dor que só quem perdeu o seu bar favorito sabe como é. Uma dor próxima a dor de perder um ente querido.

Seria como se você fosse o Homer e fechassem o Bar do Moe!


Você nunca mais vai ver aquele garçom camarada que no final do expediente, tirou o avental e sentou na mesa pra tomar uma gelada com você. Você nunca mais vai tomar aquele chorinho esperto. Seus amigos não vão saber aonde te encontrar se você não estiver em casa. Aquela porção de provolone à milanesa que só tinha naquele bar, não existe mais. Morreu, acabou, THE END!

Isso aconteceu esses dias. O Dez e Dez deixou dois orfãos aqui nesse blog. Eu e o Senador nunca mais vamos poder ter a certeza de tomar um caldinho de feijão no capricho quando o sino bater as 10h10 da noite. Um bar que teve tantas histórias, quase todas muito boas. Quase uma ova, TODAS muito boas. E hoje ele não existe mais.

E o mesmo está para acontecer com um bar/padaria que já foi um dos lugares mais sensatos para se tomar uma cerveja gringa. O Tortula, em Sampa, caminha à passos largos rumo ao desfiladeiro do esquecimento. As antigas prateleiras, repletas com mais de 200 rótulos de cerveja, já não existem mais. Os copos especiais, há muito deram espaço para coisa nenhuma. Parece que a padaria cansou de ser bar. Quer ser só mais uma padaria. Uma simples padaria. Uma pena.


O futuro falecido Tortula era assim. Hoje não é sombra disso.

Esses dois bares, que já foram o segundo lar de tantos Machos pra Carilha, se juntarão a lista de muitos outros bares que deixaram de existir, deixando bêbados órfãos e a procura de um novo bar em Santos ou onde quer que seja.

O Carilha fica de luto por esses bares e botecos, que nós tanto amamos e que nos amaram tanto.

2 comentários:

Senador disse...

Nossa... são tantas histórias, tanto no Tortula, aonde nasceu a Luvinha do Metal, quanto no 10 e 10, minha ex-casa. No 10e10 era complicado, sexta a noite, nem precisava me ligar, era só ir ao bar que eu estava lá.

Tenho muitas historias boas do 10e10, mas a melhor ou pelo menos a mais engraçada foi do dia que bebiamos na rua, em algum feriado, quando passou uma procissão por nós! Bebemos no meio da procissão e meu irmão ainda ficava comentando baixo, qual mulher da procissão ele pegaria, hahaha.

Um brinde aos dois bares!

Chris Benseler disse...

Algum feriado? Era Páscoa! haehaehae
Sem falar nas nossas tatuagens... coisa de gente sem Deus no coração!

Mas, mto triste o Tortula estar do jeito q está. Bouas bebedeiras por lea, mesmo!