domingo, 13 de fevereiro de 2011

Essa juventude de hoje em dia...

Eu estava dando um rolê pelo Youtube quando vi um vídeo de uma treta entre os emos e os punks lá pros lados do México. Meia dúzia de punks mexicanos causaram um tumulto quando resolveram enfrentar os emos que faziam uma passeatinha em nome dos "costumes" emo e tudo mais.

O argumento dos punks para explicar a agressão aos viadinhos emos é que os jovens de franjinha estão roubando o estilo dos punks sujos.


Ah vá...

O Senador escreveu aqui sobre a dita morte do rock. Eu discordo em partes, acho que o que morreu foi a atitude rock'n roll. Não há mais motivo pra ser punk e chutar lata de lixo, por causa da burguesia. Não há mais motivo pra ser grunge e junkie usando roupas de flanela, revoltado com a sociedade pós guerra do Vietnã. Não há motivo algum pra você se vestir com estilo vitoriano, com direito a cartola, colete, fraque e os caralho a quatro no calor subtropical do Brasil. Mas isso eu apenas acho. Uma coisa que eu tenho certeza é o quão é ridículo esse lance de rotular um estilo.

Acho uma merda sem tamanho esse lance de "eu sou punk/eu sou do metal/eu sou grunge". Eu acho que quem fala isso (e não é adolescente) é um verdadeiro de um babaca. Eu ouço um bom e velho rock'n roll clássico, adoro um blues, canto alto um punk rock dirigindo, danço a valer um ska, vou pro litoral norte ouvindo um reggae roots. E nem por isso uso couro no verão de 40°C, coturno na praia, dreadlocks no cabelo e suspensório xadrez com chapéu coco.

Acredito que essa merda de se auto proclamar algo é válida apenas para adolescentes, pois eles precisam de afirmação e buscam isso se agrupando. E a melhor forma de fazer isso é visualmente e pelo gosto musical. Seja usando um moicano feito com sabonete ou fazendo uma chapinha na franja ridícula. Mas isso passa, pois numa hora ou outra o adolescente vê o quanto isso é ridículo.

O que não dá é nêgo sair se batendo por que o outro usa o cabelo de um jeito diferente do seu. O cara não querer fazer o que ele faz com ele em você, tá bom demais. Pois o que eu me lembre, a premissa principal do rock é cagar e andar pro estilo dos outros e seguir o seu próprio caminho.

Eu sou eu. O máximo que eu me rotulo é que eu sou macho pra carilha e gordo. E bonito pra carilha também, mas isso é opinião própria. O resto que se foda.

Um comentário:

Lesma disse...

Os mexicanos não são exemplos de nada. A única coisa que presta deles, é a Thalia. Essa piazada fazendo ondinha de arruaceiros não passam de crianças de prédio.