quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Primeiro gole!

Eu e o Senador, sempre saímos pra tomar uma cerveja. Tomamos uma(s) cerveja(as) e conversamos sobre a vida. É o nosso direito e dever de macho trabalhador, chegar na sexta-feira, sentar em uma mesa de bar e encher a mente de cerveja. E, durante essa bebericagem e comilança, ficamos lá conversando e filosofando. É lei.
A maioria das coisas escritas no meu falecido blog, e aqui no Macho Pra Carilha, surgiram durante essas conversas de bar. Teorias mirabolantes, filosofias existencialistas, mulheres, cerveja e idiotices são assuntos recorrentes.
Como só poderia ser, em um dia chegamos a criação de uma teoria sobre o primeiro gole de cerveja. O primeiríssimo! Aquele que você esperou o dia todo, a semana toda. Aí você chega no bar, pega uma mesa, chama o garçom e ele vem com ela, a cerveja. E ela vem que vem trincando. Aí o campeão enche seu copo, você brinda ("que nossas mulheres não morram viúvas!") e dá o primeiro gole.
O mundo pára!
...
Você sente as bolhinhas de gás carbono estourando na sua língua. Sente o líquido gelado descendo pela garganta, esfriando tudo, espalhando a refrescância pelo seu corpo. E você só pode fazer duas coisas nesse momento: lamber a espuma do bigode e soltar um tão esperado "AHHHHH!!!".
O sorriso abre no seu rosto, como o sol que surge em uma manhã de verão. Maravilha! É o trabalho de anos e anos recompensados em um gole. A partir dali não tem mais volta.
E foi nessa hora que criamos a teoria de que um gole de cerveja é como o exato momento em que o homem coloca a cabeça da pitomba dentro dela, a xoxota. A satisfação é quase a mesma. Entrou a cabeça, você sabe que se deu bem, não tem mais como dar errado. É a certeza que você se deu bem.
Você xavecou, você pagou jantar, você foi em balada que não gosta, você deu carona pra ela e ela mora longe pra carilha, você ficou horas na internet com papo furado, você levou ela no cinema pra ver Crepúsculo e foi na casa dela conhecer os pais dela. Mas quando a cabeçota entra, valeu tudo a pena.
A partir desse momento, você já pode contabilizar mais uma foda para o curriculum. E, no caso da cerveja e do sexo, já pode contabilizar mais um dia de alegria.
Nessa hora chegamos a conclusão que a cerveja sabe das coisas. E que o primeiro gole de cerveja é praticamente sexo. Devia tocar Barry White quando se dá o primeiro gole de cerveja.
Um brinde ao primeiro gole e a entrada da (nossa) chapeleta na xoxota alheia!

2 comentários:

Sr. Senador disse...

cara, chegar ao cúmulo de ver Crepusculo é que nego TEM que comer a mina, senão seria MUITO castigo... mas é bem isso, tomou o primeiro gole da semana, aquele gole que desce limpando tudo, pode pegar o giz e marcar na parede: mais uma pro curriculum!!! Que venha logo a sexta-feira!!!

Júlio César disse...

hahha com certeza, e digo mais foda adiada é foda perdida hahaha